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Irã enriquecerá urânio em uma montanha “no futuro próximo” | Jornal Correio do Brasil.

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Eduardo Suplicy pede apoio à campanha contra a fome na África.


Autor(es): Bettina Barros | De São Paulo
Valor Econômico – 07/04/2011

Produzir insetos para consumo humano pode ser um bom negócio? A FAO acredita que sim. O respeitado braço para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas colocou esses animais em sua agenda como uma fonte de proteína alternativa para o consumo humano. Em dois anos, o órgão se reunirá para discutir o tema e, até lá, espera apresentar ao mundo as possibilidades “promissoras” desse novo mercado, tanto em termos comerciais quanto nutritivos.

Por trás da iniciativa está um fato e uma preocupação. Segundo especialistas, dois terços das terras agricultáveis do planeta são hoje ocupadas por rebanhos de bovinos, suínos e caprinos. Mas a população mundial cresce – seremos mais de 9 bilhões em 2050 -, assim como cresce o consumo de carnes, à medida que as sociedades ganham poder aquisitivo e adquirem novos hábitos alimentares, caso dos asiáticos. Conclusão: em 30 ou 40 anos não haverá mais carnes com a abundância que se vê nos dias atuais.

“Há 20 anos, o consumo médio de carne [de bovino, suíno e caprino] era de 20 quilos. Hoje é de 50. Em 20 anos chegará a 80 quilos por pessoa. Não há espaço físico para a expansão da pecuária. A carne passará a ser um produto de luxo. Só quem tiver muito dinheiro conseguirá comprar”, afirmou ao Valor Arnold van Huis, entomologista da Universidade de Wageningen, na Holanda, e autor de um estudo da FAO que defende as vantagens do consumo humano de insetos.

Esses pequenos animais entraram no foco dos cientistas devido ao montante expressivo de proteínas que carregam. Na opinião de Van Huis, eles são absolutamente comparáveis à carne em termos proteicos – e até melhor. “A barreira ainda é cultural”.

Estranhados na Europa, os insetos são ingeridos há séculos em várias regiões do planeta. Seus representantes fazem parte da culinária típica de muitas culturas, e a maior parte deles vive nas florestas e é coletada manualmente. Um inventário das Nações Unidas mostra que cerca de 1.700 espécies de insetos são comidos da Tailândia ao México, passando pelo Brasil. Por isso, os pesquisadores da FAO dizem que é somente uma questão de tempo e costume até que eles cheguem definitivamente às mesas.

Para evitar a rejeição do consumidor, o Ministério da Agricultura holandês disponibilizou € 1 milhão para que um grupo de 70 pesquisadores de Wageningen, liderados por Van Huis, transformem insetos em uma forma mais palatável de alimentação humana. Eles terão quatro anos para produzir um plano científico e de negócios para o insumo ser aceito globalmente. A ideia central é conseguir extrair a proteína desses animais para a sua futura industrialização – um pó, por exemplo, que poderia ser acrescentado a produtos processados.

Além do aspecto nutricional, os insetos têm uma enorme vantagem em relação à velha (e boa) carne: não contribuem para o aquecimento global. A FAO estima que a produção de carnes gere cerca de um quinto das emissões globais de efeito-estufa. O gado bovino, assim como outros animais ruminantes, emite o metano (CH4), um gás 23 vezes mais prejudicial ao ambiente que o seu par mais famoso, o dióxido de carbono (CO2).

Em 2008, Rajendra Pachauri, o chairman do IPCC, o maior painel de climatologistas do mundo, e vencedor do Nobel da Paz, chegou a sugerir que a humanidade deixasse de comer carne pelo menos uma vez por semana, e depois a retirasse completamente de sua dieta alimentar, como forma de ajudar o ambiente.

Uma revisão da própria FAO veio em seguida: não é preciso virar vegetariano, basta adotar uma nova dieta. Com insetos.

As pesquisas de Van Huis e sua equipe mostram que a criação de insetos produz muito menos gases nocivos ao ambiente. Segundo eles, espécies mais comuns, como gafanhotos e grilos, emitem dez vezes menos metano que os rebanhos bovinos, caprinos e suínos. Os insetos, dizem eles, também produzem 300 vezes menos óxido nitroso (N2 O), outro gás potente de efeito-estufa, e menos amônia, gerados nas fazendas de suínos e aves.

Os insetos, segundo esses especialistas, também consomem menos matéria-prima. Bois necessitam de cerca de dez quilos de alimento (capim e ração) para produzir um quilo de carne. Já os insetos necessitam de apenas 1,5 quilo de alimento para a conversão em um quilo de proteína.

Com tantos atributos, os insetos podem afinal ser um negócio? “Se 1% ou 2% deles fossem adotados na dieta humana, sim, seria um grande negócio”, afirma o entomologista Van Huis.


Quarta-feira, 2 de março de 2011 às 19:25

Índios da reserva Raposa Serra do Sol recebem treinamento de combate a incêndio. Foto: Teylor Nunes/Ibama

A reserva Raposa Serra do Sol, localizada no extremo norte em Roraima, ganhou uma brigada de incêndio. Com o objetivo de melhor combater o fogo em área de floresta, o Ibama treinou 35 indígenas da etnia macuxi. E o grupamento foi batizado de Turuka que, de imediato, recebeu as instruções na comunidade de Maturuca.

As aulas, teóricas e práticas, foram dadas por especialistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo). O nome da brigada é uma homenagem a uma montanha vizinha criada pelo deus Macunáima, segundo o lendário local.

Todos os integrantes da brigada são egressos de cursos do Programa Agente Ambiental Voluntário, também ministrados pelo Ibama. E a consciência ambiental é evidente nos jovens participantes.

“Fui escolhido pela minha comunidade (Pedra Branca) para participar do curso por causa da minha preocupação com os incêndios. Agora terei condições de ajudar a controlar o uso do fogo na minha comunidade”, disse Eronilson Ambrósio, no encerramento do curso.

De acordo com a assessoria do Ministério do Meio Ambiente, o pedido de treinamento partiu do Conselho Indígena de Roraima (CIR), em resposta à demanda dos próprios índios. A região das serras no norte de Roraima tem vegetação do tipo savana estépica. As chuvas ocorrem entre maio e setembro. No resto do ano, o clima é muito seco, o que facilita a propagação do fogo.

Junto com a Funai, o CIR apoiou o Ibama na logística, coordenação dos trabalhos e como agentes de ligação com as lideranças locais. A comunidade do Maturuca, liderada pela segunda tuxaua, Eneisa Maria Melchior de Lima (que também frequentou do curso), ofereceu acomodações para instrutores, pessoal de apoio e alunos de outras comunidades.

Para o coordenador do Prevfogo em Roraima, Joaquim Parimé, uma região com tais características necessita de ações de preservação ambiental e a formação de uma brigada indígena voluntária.

“É uma inserção educativa ambiental inédita num local de uso do fogo em práticas tradicionais de cultivo, pecuária e caça. Estamos introduzindo novos conhecimentos e técnicas de controle e uso racional do fogo numa região de difícil acesso para o combate aos incêndios florestais ocupada por populações tradicionais”, explicou.

A parceria Ibama/Funai/CIR deve treinar mais uma brigada indígena em novembro, nas terras baixas da TI Raposa Serra do Sol. Também estão em fase planejamento cursos sobre sistemas agroflorestais e educação ambiental para enriquecer a formação dos agentes ambientais/brigadistas indígenas.

Índios integrantes da brigada Turka fazem palestra para jovens índios da Raposa Serra do Sol. Foto: Teylor Nunes/Ibama


21 / 01 / 2010

Você acha que seria possível viver sem geladeira? E sem televisão? O casal Juliana Morari, 26, e Lúcio Tamino, 27, vive assim. E muito bem, pelo que dizem. Há dois anos, mudaram-se de uma região mais urbana da metrópole de São Paulo para a serra da Cantareira, nos limites do município, onde consomem “somente o necessário”.
“Já que procuro sempre comer frutas e legumes frescos e não consumo nada derivado de animais, que estraga fora da geladeira, não preciso dela”, explica Juliana, que se identifica como pesquisadora de dança. Ela planeja no máximo experimentar um sistema africano de refrigeração com vasos de cerâmica.

Sobre a falta de TV, diz : “Assim, evitamos o apelo comercial que chega tanto pela TV como por lanchonetes e outras grandes lojas”

Eles são um exemplo de até onde podem chegar cidadãos preocupados com o ambiente – e, no caso deles, também com a saúde, os animais, e o “todo à sua volta”.

Relatório publicado pelo Worldwatch Institute na semana passada apoia atitudes como a deles. A organização, baseada em Washington, tira o foco no governo e em acordos internacionais. Avisa que o desenvolvimento sustentável do planeta e a luta contra o aquecimento global passam por uma renúncia ao consumismo.

Juliana diz que não compra produtos “supérfluos”, ainda mais quando são industrializados, como biscoitos recheados e iogurte.

“Possuem corantes, conservantes e outros ingredientes que podem fazer mal”, diz. Quando o casal precisa mesmo de algo industrializado, como óleo, opta por cooperativas. “Priorizo produzir eu mesma biscoitos e pães caseiros para nosso consumo.”

O sustento financeiro do casal vem de Lúcio, artista plástico. Mas, como evitam o consumismo, não necessitam de muito dinheiro, diz Juliana.

O único eletrônico que declaram possuir em casa é um computador, por onde atualizam site contando sua experiência.

Absorvente reaproveitável – Há outros que não têm um estilo de vida como o de Juliana e Lúcio, mas, ainda assim, buscam renunciar ao consumismo. A Folha Online ouviu casos curiosos de renúncia às compras tidas como excessivas. Algumas medidas, como a da professora Tânia Regina Vizachri, 23, chamam a atenção.

Em vez de utilizar absorventes íntimos descartáveis, ela adotou os chamados “abiosorventes”. São de pano reutilizáveis.

“Isso evita ter que ir sempre comprar na farmácia e produzir mais lixo”, explica ela. “Além disso, há os produtos químicos do produto industrializado que também causam impactos.”

O site do produto estima: “cada uma de nós irá consumir, ao longo da vida fértil, algo em torno de 10 mil absorventes descartáveis, que ficarão aí pelo mundo por volta de uns cem anos pelo menos”.

E quando seu celular quebra, você pensa em consertar ou compra outro? Como muitos desses aparelhos são baratos, o biólogo Leandro Sauer Carrillo, 26, aponta que a tendência é mesmo comprar outro. “As pessoas não se preocupam com o que vai virar depois o produto”, diz.

“O visor do meu celular quebrou há cerca de dois anos, depois de um ano de uso”, conta ele. “Ao invés de jogar fora, consertei, por 10% do valor do aparelho.” Outra aventura do aparelho foi molhar – problema que ele diz ter resolvido ao secá-lo.

Hoje Leandro não está mais com o celular, mas o deu em boas condições de funcionamento para sua mãe, atual usuária.

Uma semana para pensar – Outra preocupação do biólogo é na hora de fazer qualquer compra: “Antes pense no seu custo-benefício por uma semana”, sugere ele. “Se, no fim do período, ainda quiser comprar, OK. Senão, provavelmente era algo que você acabaria não usando.”

Ele exemplifica com a última coisa em que pensou em comprar: uma máquina de fazer suco que viu em propaganda na televisão.

“Parecia legal, mas depois, ao ver funcionar, percebi que desperdiçava partes da fruta que também poderiam ser aproveitadas, gerava muito resíduo”, conta Leandro, que desistiu da compra.

Outro objeto de consumo que o biólogo cobiça há cerca de quatro anos é uma TV LCD. Mas recusou até hoje a compra pela decisão consciente de esperar: “A tecnologia avança muito rápido, logo vai ter outra opção mais avançada”, pondera.

“Além disso, quanto tempo vou ter para isso? Se eu tiver uma TV pior provavelmente vou ter até menos vontade de assistir e vou poder fazer outras coisas mais saudáveis.” (Fonte: Folha Online)


A Organização das Nações Unidas (ONU) lançará oficialmente no Brasil a Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação, durante a abertura da segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas (Icid 2010), que será realizada em Fortaleza (Ceará) nos dias 16 a 20 de agosto.

O anúncio servirá como parte dos esforços para conter o acelerado processo de desertificação enfrentado por mais de 100 países e para mitigar os impactos do aquecimento global em regiões áridas e semiáridas do planeta. O lançamento global da Década será conduzido pelo secretário executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Luc Gnacadja, na presença dos ministros do Meio Ambiente do Brasil, da Suíça, do Niger, de Burkina Faso, do Senegal e de Cabo Verde, além do governador do Ceará, Cid Gomes, do coordenador da Icid 2010, Antônio Rocha Magalhães, e diversas autoridades envolvidas na agenda de combate ao fenômeno climático.

"Será uma década de discussões, debates e buscas de soluções para os problemas enfrentados por muitos países no mundo", estimou Gnacadja. A Década das Nações Unidas sobre Desertos e de Combate à Desertificação pretende ser um marco de conscientização sobre as dimensões alarmantes da desertificação em todo planeta, e de cooperação entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, e entre os setores público, privado e sociedade civil, na elaboração de políticas de prevenção e de adaptação às mudanças climáticas nas áreas consideradas de risco.

– Regiões de risco

A UNCCD considera áreas com risco de desertificação as zonas áridas, semi-áridas, subúmidas, e todas as regiões com exceção das polares e das subpolares com Índice de aridez entre 0,05 e 0,65. Atualmente, 33% da superfície do planeta se encontram nessa faixa, atingindo cerca de 2,6 bilhões de pessoas.

Na África Subsaariana, de 20% a 50% das terras estão degradadas, fator que atinge mais de 200 milhões de pessoas. A degradação do solo é também severa na Ásia e América Latina, onde mais de 357 milhões de hectares são afetados pela desertificação. Como resultado desse processo perde-se a cada ano, nos 11 países da América Latina, 2,7 bilhões de toneladas da camada arável do solo, o que equivale a um prejuízo de US$ 27 bilhões por ano.

– Prejuízo

Segundo um estudo sobre os custos da desertificação na América Latina, conduzido pelo representante da UNCCD na região, Heitor Matallo, mesmo considerando que a metodologia existente para a avaliação econômica deve ser aperfeiçoada, a fim de oferecer dados mais precisos, as estimativas das perdas em solos e recursos hídricos representam uma enorme perda econômica que afeta milhões de pessoas e contribui para a pobreza e a vulnerabilidade social.

No Brasil, onde mais de um milhão de quilômetros quadrados é afetado pela desertificação nos estados do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, o custo das perdas de solo e de recursos hídricos chegam a US$ 5 bilhões por ano, o equivalente a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), e afetam negativamente a vida de mais de 15 milhões de pessoas. Caso a previsão mais pessimista se confirme (de que a temperatura do planeta subirá mais de 2 graus célsius até 2100), o país poderá perder até um terço de sua economia.

Com informações do Ministério do Meio Ambiente

Foto: pizzodisevo (Flickr)


Amazônia pode ter o dobro de espécies de pássaros do que se pensava

Cantos diferentes revelam que aves ‘iguais’ são de espécies distintas.
Ouça pássaros da Amazônia e aprenda sobre a melodia que eles cantam.

Iberê ThenórioDo Globo Amazônia, em Manaus

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Ouvindo passarinho nas matas da Amazônia o pesquisador Mario Cohn-Haft, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) fez uma descoberta que pode mudar muito o que se conhecia sobre as aves da região.

Ele percebeu que pássaros muito parecidos visualmente, considerados da mesma espécie, tinham cantos bem diferentes. Analisando o DNA dos animais, Cohn-Haft chegou à conclusão de que eram espécies distintas. “Em geral, quando há uma diferença de voz, há uma diferença molecular”, afirma.

 

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Mario Cohn-Haft falou sobre os ‘sons da Amazônia’ durante reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Manaus. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)

A descoberta é uma reviravolta na catalogação das espécies amazônicas. Atualmente, há cerca de 1.300 pássaros conhecidos na região. Considerando as primeiras pesquisas já realizadas, que chegaram a desmembrar uma só espécie em oito novas, o pesquisador calcula que o número de passarinhos na Amazônia poderá chegar a 3.000. 

“A previsão é de que mais que dobre o número de espécies sem que nenhuma nova espécie seja descoberta”, afirma, lembrando que os pássaros novos serão identificados a partir de animais já conhecidos.

 

Reportagem aberta para comentários. Deixe o seu ao final do texto.

 

A nova biodiversidade encontrada por Cohn-Haft está escondida principalmente em pássaros pequenos, que vivem em matas fechadas de terra firme. Para não confiar apenas nos ouvidos na hora de estabelecer a diferença entre os cantos dos animais, o pesquisador usa programas de computador que analisam a melodia emitida pelos bichos.

 

O cientista prevê que sejam necessários muitos anos para conseguir pesquisar mais de 1.700 novos tipos de aves. “O trabalho é caro e lento. Nossa grande preocupação é se o homem vai destruir em um ritmo mais rápido [essas novas espécies] do que estamos descobrindo”, alerta. 

 

Ilustrações mostram o uirapuru e o garrincha-trovão, espécies já bem conhecidas. (Foto: Eletronorte/Divulgação)

Ouça alguns sons da Amazônia

Uirapuru (Cyphorhinus arada): tem um dos cantos mais belos. 
Garrincha-trovão (Thryothorus leucotis): faz dueto com sua fêmea. 
Pássaro-boi (Perissocephalus tricolor): lembra um berrante.

 

* Gravações de pássaros retiradas do CD Vozes da Amazônia Brasileira, do Inpa.

 

Curiosidades sobre o canto dos pássaros
Para que serve o canto das aves? 
A única coisa que se tem certeza, segundo Cohn-Haft, é que o canto significa “sou de tal espécie, e estou aqui”. Isso é importante para demarcar território e os animais saberem onde estão os seus semelhantes.
Por que há pássaros que imitam o canto de outros? 
A hipótese mais aceita pelos cientistas é que, em algumas espécies, isso sirva para atrair o sexo oposto. Quanto melhor o imitador, mais ele atrai a atenção das fêmeas.
Os pássaros podem aprender cantos diferentes? 
Sim. Se treinados desde pequenos, eles podem aprender melodias diferentes das que já cantam na natureza.
Há diferença entre cantos graves e agudos? 
Em geral, os cantos graves conseguem se espalhar melhor na vegetação densa. Por isso, os pássaros de mata fechada tendem a cantar mais grosso, enquanto os de lugares abertos entoam melodias mais agudas.
Por que há pássaros em que o macho faz dueto com a fêmea? 
O dueto serve como uma confirmação de presença e de território, como se dissessem “meu bem, estou aqui perto, no nosso quintal”.
Quando há várias espécies diferentes cantando ao mesmo tempo, existe alguma organização entre elas? 
Sim. Eles cantam de forma a evitar que um som atrapalhe o outro, para que todos possam ser ouvidos.
É verdade que o canto do uirapuru é tão belo que a mata fica em silêncio para ouvir? 
O uirapuru canta no meio do dia, quando outras espécies costumam estar em silêncio. Por isso surgiu a lenda.